O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no início da tarde de hoje, mensagem de encaminhamento ao Senado Federal da indicação de três juristas, entre eles um negro, para ocuparem os cargos de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que vagaram em decorrência da aposentadoria de três dos atuais titulares.

Joaquim Benedito Barbosa Gomes é mineiro, tem 49 ano´s, é subprocurador da República no Estado do Rio de Janeiro, professor de Direito Constitucional na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professor visitantes na University of California Los Angeles (EUA), Mestre e Doutor (PhD) em Direito Público pela Universidade de Paris, na França. Se aprovado pelo Senado Federal, Joaquim Gomes será o primeiro ministro negro do STF.

?É uma imensa honra e um desafio na medida em que a nomeação de uma pessoa com minhas as características sociais tem um peso significativo para certos segmentos da sociedade que se
verão inspirados em mim. Eu vejo a minha indicação como um fato de grande significação já que sinaliza para a sociedade o fim de certas barreiras visíveis e invisíveis?, disse Gomes. Os outros dois são Antônio Cezar Peluso, de 60 anos, e Carlos Ayres Britto, também com 60 anos.

O anúncio dos nomes de Antônio Cezar Peluso e Joaquim Benedito Gomes foi feito hoje pelo presidente Lula, em uma solenidade no Palácio do Planalto que contou com a presença dos ministros da justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Casa Civil, José Dirceu. Já a indicação do jurista Carlos Ayres Britto foi feita ontem (6) durante uma visita do presidente a Sergipe.

Em seu discurso, Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que os principais critérios para a escolha dos indicados foram a capacidade e a vida profissional de cada um deles, além da visão social que os futuros ministros têm do país. O presidente contou que esta foi a primeira vez que encontrou Cezar Peluso e que só havia estado com Joaquim Gomes uma vez, em Paris, há 14 anos, quando o jurista cursava doutorado na França.