O ministro da Coordenação Política, Jaques Wagner, disse há pouco que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tomou empréstimo do PT. A afirmação foi feita a propósito da decisão tomada ontem pela CPI dos Correios de exigir do Banco do Brasil informações sobre a origem do pagamento de uma suposta dívida do presidente Lula com o PT. "O que eu tenho a dizer é o que ouvi do presidente", disse Wagner na Câmara, onde participou de um seminário sobre reforma política. "Ele (Lula) não tomou empréstimo do PT, não reconhece empréstimo do PT e não pagou empréstimo do PT".

Wagner esclareceu que Lula era, na época a que se refere a conta mencionada, o presidente de honra do PT e, nessa condição, fez viagens como a da Caravana da Cidadania, cujas despesas cabia ao PT pagar. Portanto, se alguém da contabilidade do PT lançou a despesa como empréstimo e depois, para sanear a contabilidade, executou o pagamento, isso não é da responsabilidade de Lula.

"Se o PT lançou errado e depois consertou a contabilidade, tem que explicar", disse Wagner. "O presidente de honra não vive a vida interna da burocracia nem da tesouraria do PT", afirmou. O ministro repetiu que ouviu da boca do próprio presidente as seguintes afirmações: "Não vou inventar história. Não tomei dinheiro emprestado, não reconheço dívida do PT. Portanto, não mandei nem paguei dívida que não existia".