No discurso de posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao anunciar sua disposição de acelerar o crescimento econômico, disse que seu governo vai estabelecer "um amplo programa de incentivo à produtividade das empresas brasileiras, facilitando a importação de equipamentos, melhorando a qualidade dos tributos, favorecendo o acesso à tecnologia da informação, apoiando a inovação e estimulando a integração empresa-universidade.

Segundo o presidente esse programa será definido com a participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na perspectiva de realização de uma reforma tributária, Lula anunciou também a determinação de consolidar, com o Congresso e com os Estados, "a legislação unificada do ICMS, simplificando as normas, reduzindo alíquotas, com previsão de implantar um único imposto de valor agregado a ser distribuído automaticamente para União, Estados e municípios.

Neste ponto, o discurso de Lula é aplaudido pelo plenário. Lula afirma que esse conjunto de iniciativas significa o "reforço das linhas mestras da política macro-econômica", com a redução da taxa real de juros. "Nenhum país consegue firmar uma política sólida de crescimento se o custo do capital – ou seja, o juro – for mais alto do que a taxa média de retorno dos negócios.

Crédito

O presidente anunciou ainda que seu governo pretende promover uma expansão planejada do crédito. "Nossa meta é criar condições para que sua expansão, até 2010, chegue a 50% do PIB, especialmente para o investimento, a infra-estrutura, a agricultura, a habitação e o consumo", disse.

O presidente reiterou o discurso de campanha segundo o qual o desenvolvimento só é válido se acompanhado de uma política de distribuição de renda: "Para termos um crescimento acelerado, duradouro e justo, devemos articular cada vez melhor a política macro-econômica com uma política social capaz de distribuir renda, gerar emprego e inclusão. Nossa política social, que nunca foi compensatória, e sim criadora de direitos, será cada vez mais estrutural. Será peça-chave do próprio desenvolvimento estratégico do País. O Bolsa Família, principal instrumento do Fome Zero retirou da miséria milhões de homens e mulheres e contribuiu para dinamizar a economia de forma mais equânime.

Lula foi aplaudido também quando afirmou que seu primeiro mandato não foi um governo "populista", e sim "popular".

O presidente disse que os programas de desenvolvimento regional que pretende implantar envolvem setores estratégicos como energia, transporte, inovação tecnológica, insumos básicos e construção civil.