Grupos de manifestantes mantinham nesta sexta-feira (11) como reféns quatro homens em Oaxaca, no sul do México, acusados de participar na morte a tiros de um manifestante nesta cidade histórica, que enfrenta uma crescente onda de violência política.

Também hoje, as autoridades prenderam um dirigente do sindicato dos professores local, considerado o cérebro das manifestações que tomam conta da cidade desde junho. Um dos organizadores das manifestações, Enrique Rueda Pacheco, disse que a polícia deteve hoje Erangelio Mendoza González, acusado de impedir o acesso público e usar os ônibus das cidades em seus protestos. A polícia confirmou a prisão, mas não forneceu detalhes.

Enquanto isso, o porta-voz do governo do Estado, Miguel Angel Concha Viloria, disse que os manifestantes mantinham como reféns quatro pessoas na sede da rede de televisão local, que ocuparam há algumas semanas.

Um manifestante, identificado como José Jiménez, mecânico de 50 anos, morreu com um tiro no coração durante uma marcha realizada ontem. A manifestação pedia a renúncia do governador do Estado de Oaxaca, no sul do país.

A organização Assembléia do Povo de Oaxaca, que iniciou a marcha acusou o governador Ulises Ruiz de ter ordenado o ataque. O governador nega.