O economista Guido Mantega, um dos principais assessores do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu hoje que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) não será palco de disputas políticas, mas de discussões dos principais problemas que afligem o País. ?Os representantes da sociedade irão debater as propostas para as mudanças do País, e em seguida, essas propostas serão encaminhadas para discussão no fórum adequado, que é o Congresso Nacional?, destacou o economista.

O coordenador da equipe de transição do governo Lula, Antônio Palocci, também destacou que o objetivo maior deste Conselho não é substituir os debates do Congresso Nacional, mas atuar como um fórum preparatório aos projetos que serão encaminhados ao Congresso. ?Esse conselho pretende facilitar o processo político e não substitui-lo?, reiterou Palocci. 

Ainda não foi definido o número de componentes deste Conselho. Guido Mantega citou que o número de participantes poderá gerar em torno de 50 a 60 pessoas. Também não foi definida a periodicidade dos encontros. Uma das definições é que o Conselho terá que ser formalizado em janeiro, após a posse do presidente eleito.

Mantega destacou ainda que o Conselho vai combater o problema e fome e criar as condições de um desenvolvimento sustentável no País.