O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse neste domingo (17) que a reforma tributária está no topo da agenda do próximo governo para 2007 caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito, e poderá incluir a criação de um imposto de valor agregado (IVA). "Existe uma grande pauta tributária que será prioridade máxima no início do próximo governo", disse Mantega à imprensa durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ao comentar o assunto, o ministro sinalizou sua expectativa de continuar no comando da Fazenda. "Vou pessoalmente comandar essa reforma no Congresso Nacional quando ele voltar a funcionar.", afirmou. Segundo ele, os novos parlamentares que serão eleitos neste ano vão querer melhorar a imagem do Congresso e isso poderá facilitar a aprovação das reformas. "Se o presidente Lula for eleito no primeiro turno como parece, ele usará esse capital político forte para promover novas reformas importantes ao País no primeiro ano", disse.

Mantega afirmou que o objetivo do governo será o de ampliar e aprovar as medidas contidas no pacote de reforma tributária já apresentando ao Congresso. Mas ele informou que governo poderá optar pela proposição de um Imposto de Valor Agregado (IVA) em vez da proposta já apresentada de um ICMS homogêneo para todos os Estados.

Mantega disse também que o governo pretende continuar o processo de redução de tributação sobre bens de capital. "De fato, a carga tributária no país subiu muito e o objetivo central das reformas será a maior racionalidade e redução de custos", disse. Mantega disse que uma reforma tributária ajudará a compensar a perda de competitividade de setores exportadores brasileiros, causada pela valorização do real. "Não se pode contar mais com um câmbio desvalorizado, a menos que se recorresse ao artificialismo cambial promovido pela China, o que não vai acontecer de maneira alguma no Brasil, onde o câmbio é livre e flutuante", disse. "Por isso, o caminho é a redução do custo financeiro.