Manifestantes do mundo todo, defensores de direitos e críticos ao capitalismo caminharam juntos pelas avenidas da capital venezuelana na abertura do 6º Fórum Social Mundial. Depois, um ato com 15 representantes de diferentes segmentos e países em conflito marcou a cerimônia que deu vozes oficiais ao encontro dos intelecutuais e movimentos sociais das Américas. A solenidade aconteceu sob uma faixa com a inscrição "Não à guerra. Não ao imperialismo. Outro mundo é possível".

Ontem (24), no início da noite, os militantes ocuparam várias avenidas, entre elas a de Los Simbolos e o Paseo de Los llustres, e cantaram e gritaram palavras de ordem, em busca do Paseo Los Próceres, local em que foi construído um palco para a realização da abertura oficial do evento.

A maciça presença brasileira ? país que propôs mais atividades para este Fórum ? inclusive mais do que os próprios venezuelanos ? também se fez sentir na marcha de abertura. Faixas da União da Juventude Socialista, braço estudantil do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ocuparam parte das ruas venezuelanas, ao lado de outros movimentos sociais da América do Sul.

Começam na manhã desta quarta-feira (25) as mais de duas mil atividades promovidas pela sociedade civil de mais de 50 países na etapa americana do 6º Fórum Social Mundial. Essas atividades são chamadas pela organização do fórum de "autogestionadas" por serem propostas e executadas pelas próprias organizações sociais que participam do evento.