O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Mattoso, negou hoje durante depoimento na Câmara, que o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz tenha participado das negociações entre a Caixa e a GTech, multinacional que opera o sistema de loterias da CEF.

Mattoso disse aos deputados da Comissão de Trabalho que não existe possibilidade de romper o contrato com a GTech. Ele informou que todas as vezes que a GTech renegociava com a CEF, sempre conseguia aumento de tarifas e que a primeira vez que houve redução de tarifas, em 15 por cento, foi nas negociações com a atual diretoria.

Segundo Mattoso, além de operar as loterias, a empresa responde pelo recebimento de contas de telefone, luz e água nas lotéricas. O contrato da GTech com a Caixa é de R$ 300 milhões por ano.

As operações com a multinacional começaram em 1997. Desde 2000, a Caixa vem tentando ganhar autonomia. Foi iniciado processo de licitação para fracionar o serviço de processamento de dados, mas não houve sucesso porque a GTech recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar para se manter operando os serviços prestados à Caixa.