O relator-adjunto de fundos de pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado Maurício Rands (PT-PE), afirmou hoje (17) que já estão superadas as divergências causadas pela decisão do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) de não entregar seu parecer.

"Foi uma reação não refletida, mas que não tem nenhum problema. A reação dele deve ter sido por não estar informado do trabalho que estamos realizando", afirmou, em referência à declaração do pefelista de que queria evitar uma análise de Rands antes da redação do relatório final.

Segundo Maurício Rands, o fato de ele ou o relator-geral se reunirem com os representantes dos fundos de pensão ? um dos argumentos de ACM Neto para não entregar seu parecer ? é natural nessa fase dos trabalhos da Comissão. "As partes podem apresentar o contraditório e foi isso que os dirigentes dos fundos de pensão fizeram", disse. Rands acrescentou que "os dirigentes fizeram, na reunião, ponderações sobre declarações do relator setorial".

"Tanto eu quanto o deputado Osmar Serraglio temos consciência da nossa responsabilidade e contamos com a colaboração do deputado ACM Neto para o nosso trabalho", reiterou Maurício Rands. E assegurou que "jamais eu passaria informações do relatório para os investigados ? o meu papel como adjunto é auxiliar o relator-geral no trabalho de composição do relatório final".