Rio de Janeiro – Ainda é cedo para saber se o licenciamento compulsório do medicamento anti-Aids Efavirenz, firmado na última sexta-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá impactos sobre os investimentos de empresas produtoras de remédios genéricos.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira  das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pro-Genéricos), Odnir Finotti, é preciso primeiro conhecer melhor como esse licenciamento será feito. ?A legislação brasileira funciona assim: só se produz genéricos de produtos que não tenham nenhuma restrição à patente?.

Os medicamentos genéricos foram introduzidos Brasil em 2000. Os investimentos na estrutura física para a atualização do parque fabril e no desenvolvimento de produtos somam entre US$ 170 milhões e US$ 180 milhões.

A previsão da Pro-Genéricos é que as empresas do setor invistam mais US$ 350 milhões nos próximos cinco anos. Os recursos serão aplicados em modernização, pesquisas e desenvolvimento de produtos, em especial aqueles cujas patentes devem vencer nos próximos anos.

Desde que foi criado, o mercado cresce a uma taxa de 25% ao ano, o que representa 15% das vendas do setor farmacêutico. ?Ou seja, de cada 100 unidades de medicamentos  vendidas no Brasil, 15 são genéricos. E o setor cresce consistentemente a cada ano 25% em termos de volume. Ele cresce muito acima do crescimento do mercado famacêutico?, disse Finotti.

Ao ano, são vendidas mais de 250 milhões de unidades no país, com faturamento superior a US$ 1,1 bilhão. Segundo o executivo, a meta é crescer 25% este ano em termos quantitativos.