O mercado financeiro reduziu mais uma vez, de 5,55% para 5,54% sua previsão para a variação do IPCA neste ano, conforme levantamento feito semanalmente pelo Banco Central entre bancos e empresas de consultoria.

Essa foi a décima primeira queda consecutiva das projeções, que vêm se aproximando gradativamente da meta de 5,1% perseguida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Desta vez, no entanto, o ajuste foi bastante pequeno. Além disso a pesquisa mostrou que as instituições conhecidas como Top Five – as cinco que apresentam maior índice de acerto de suas previsões macroeconômicas – aumentaram sua expectativa para o IPCA de 5,52% para 5,57% no chamado cenário de médio prazo. Há quatro semanas, essas estimativas estavam em 5,72%.

De maneira geral, a pesquisa do BC revelou estabilidade nas previsões do mercado para os principais indicadores. Houve também ligeira queda na estimativa para o IPCA de julho, de 0 30% para 0,29%. Para agosto, o IPCA esperado caiu de 0,39% para 0,37%. A estimativa para 2006 permaneceu em 5%, porcentual que ainda se encontra acima do centro da meta de 4,5%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A projeção para os próximos 12 meses se manteve em 4,90%.

O mercado também está apostando que o Copom vai manter a taxa básica de juros, a Selic, em agosto, nos atuais 19,75% ao ano. Também não houve mudança na expectativa da Selic para o final de 2005 (17,88%).

Não se alteraram também a previsão das instituições para a média da Selic em 2005 (19,08%) e a estimativa da taxa para o fim de 2006 (15,75%).

Foi mantida ainda a previsão da taxa de câmbio para o fim de agosto (R$ 2,40) e para o fim do ano (R$ 2,55). O mercado continua apostando ainda numa alta de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e num saldo de US$ 37 bilhões para a balança comercial, segundo a pesquisa.