Brasília – A qualidade da água nas grandes cidades e metrópoles brasileiras está comprometida. O alerta é do Plano Nacional de Recursos Hídricos. O comprometimento se deve a técnica utilizada para a captação da água.

O Brasil utiliza duas formas para a captação. Hoje, 49% dos distritos com sistemas têm captação em manancial superficial e 62% captação por meio de poços. Apesar da porcentagem, ao se considerar a quantidade de água captada, "o maior peso pende para as águas superficiais".

Os mananciais subterrâneos geralmente são utilizados para o abastecimento das comunidades de menor porte por causa da "relativa facilidade de obtenção de água no subsolo para atender a pequenas demandas e à possibilidade de captação nas imediações das áreas de consumo", explica o texto.

As captações de água superficial, "mesmo que cercadas dos cuidados com a qualidade do manancial, estão sujeitas à existência de fatores que levam ao comprometimento da qualidade da água captada. Os principais fatores são o lançamento de esgoto sanitário, despejos de resíduos industriais e agrotóxicos, vazadouro de lixo e mineração.

O Plano ressalta o tratamento do esgoto coletado como uma prioridade para melhorar a água distribuída. Apesar da dificuldade em obter qualidade, 92,8% da água para abastecimento da população recebe algum tipo de tratamento.