Ronaldo pode fazer hoje sua estréia pelo Milan na partida contra o Livorno. Mas, ao contrário do que se esperava quando o "Fenômeno" voltou ao futebol italiano, sua estréia não terá urros e saudações da torcida do Milan, tampouco protestos dos "traídos" torcedores da Inter. Isso porque o San Siro, imponente estádio de Milão com capacidade para 87.500 torcedores, não atende às rígidas normas estabelecidas pelo governo italiano, definidas nesta semana após a morte de um policial no confronto entre Catania e Palermo, no último dia 2.

"É uma grande injustiça fechar um estádio no qual já se gastaram ? 20 milhões (cerca de R$ 54 milhões) em obras", lamentou o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, que prometeu tentar, até o dia do jogo, ao menos a liberação da entrada dos torcedores que compraram carnês com validade para toda a temporada.

A decisão vem em um momento em que o Milan precisa muito do apoio de sua torcida: a equipe está apenas em nono lugar, com 27 pontos, e precisa da vitória para não se distanciar da briga para ficar entre os quatro primeiros colocados, que garantem vaga na próxima Liga dos Campeões – o quarto colocado é a Lazio, que tem 30 pontos.

O Milan já nem pensa mais no título, que está nas mãos da rival Inter de Milão. A equipe tem 57 pontos e também jogará num estádio vazio, fora de casa, contra o Chievo, em Verona. A equipe vem de 13 vitórias consecutivas e, se a regulamentação não for mudada pelo governo italiano, ou se nenhum estádio for aprovado em novas inspeções, fará dez partidas seguidas com as arquibancadas vazias – só voltaria a jogar com público no dia 22 de abril, contra o Siena.

Quem pode se beneficiar disso é a vice-líder Roma, que tem 46 pontos e o Estádio Olímpico liberado para o público. A equipe da capital recebe hoje o Parma, e joga com um olho na partida de Verona – na rodada adiada do último domingo, a equipe enfrentaria a Inter, num jogo que era chamado de "decisão antecipada". Esses jogos devem acontecer apenas em 18 de abril.