Mais de 2.000 pessoas reunidas para as tradicionais orações islâmicas de sexta-feira participaram hoje (11) de uma manifestação de apoio ao Líbano organizada pelos novos governantes de Mogadiscio, a capital da Somália. Os participantes defenderam uma guerra santa e entoaram "abaixo os inimigos do Islã, onde quer que eles estejam".

Yusuf Ali Siad, um dos organizadores, disse que o protesto foi desencadeado pelo conflito iniciado há quase um mês entre Israel e o grupo guerrilheiro xiita pró-iraniano Hezbollah no Líbano. Mais de 800 pessoas morreram nos confrontos, civis libaneses em sua maioria.

"Nós devemos manifestar simpatia por nossos irmãos no Líbano", disse Siad à Associated Press. "Aderir à guerra santa é um dever de todo islâmico", prosseguiu.

Os manifestantes gritaram frases de ordem contra os Estados Unidos e contra a vizinha Etiópia, inimiga de longa data da Somália.

Um protesto similar ocorreu no Quênia. Cerca de 300 pessoas participaram da mobilização na principal mesquita de Nairóbi. Faixas exibidas pelos manifestantes diziam "Israel, pare de matar nossos irmãos e irmãs" e "Abaixo o Terrorismo da Invasão Militar do Iraque".

Em Bangladesh, no sudeste da Ásia, cerca de 500 muçulmanos saíram às ruas de Daca para protestar contra os ataques israelenses no Líbano. Uma bandeira de Israel foi queimada, informou a polícia local. Não houve violência.