O ato inicial de abertura do 6° Fórum Social Mundial contou com um protesto contra a presença da missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). Um dos cerca de 15 oradores foi o economista Camille Chalmers, secretário executivo da organização Plataforma por uma Alternativa de Desenvolvimento Sustentável.

Chalmers classificou a missão de "vergonhosa" e pediu "solidariedade dos povos latino-americanos para denunciá-la". Atualmente, um diplomata chileno, Juan Gabriel Valdés, é o chefe da Minustah e um brasileiro, general José Elito Carvalho Siqueira, o seu comandante.

Segundo o militante, a ação das Nações Unidas não é uma forma de solidariedade aos haitianos. "Esses países que estão presentes no Haiti estão apenas fazendo um serviço para os Estados Unidos", disse.

Sob o lema "Não à guerra. Não ao imperialismo. Outro mundo é possível", uma marcha, seguida de ato político, marcou nessa terça-feira (24) a abertura do 6° Fórum na Venezuela.