A decisão do TSE sobre o prazo para aumentos a servidores deixou os militares irritados com o Palácio do Planalto. Por duas vezes desde janeiro, eles haviam alertado a Casa Civil da Presidência para a necessidade de que fosse editada até 3 de abril a medida provisória que dá para as três Forças o aumento de 10% prometido para entrar em vigor em 1º de agosto

Os militares temiam que fosse impossível efetivar o aumento este ano, ou que ele pudesse ser suspenso, por causa da Lei Eleitoral. Na época, foram informados de que não havia problema, pois o prazo era 30 de junho

Há preocupação na cúpula militar de que uma eventual suspensão do reajuste desencadeie inquietação e insegurança nos quartéis. Ontem, o ministro da Defesa, Waldir Pires, tentou tranqüilizar os militares. "Os 10% estão decididos desde o ano passado e são simplesmente uma reposição salarial. Não há aumento, não há deliberação nova", insistiu Pires. Para ele, "é claro que pode ser assinada uma MP", pois o reajuste foi concedido no ano passado e o que está previsto agora é apenas o pagamento da segunda parcela