A sociedade poderá auxiliar o Ministério da Educação (MEC), avaliando o funcionamento do Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo nas universidades particulares para os estudantes de baixa renda. Uma comissão nacional, composta por estudantes, professores, representantes da sociedade e do governo, acompanhará a transparência do programa na seleção dos alunos que se candidatam às bolsas de estudo.

Segundo o professor Celso Carneiro Ribeiro, chefe do Departamento de Modernização da Educação Superior do ministério, a comissão também ajudará fazendo sugestões e críticas. "A Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social (Conap) vai levar para o ministério o que a sociedade pensa sobre o processo de concessão de bolsas de estudo pelo Prouni", acrescentou.

Quando o programa foi criado, informou Ribeiro, "a idéia original era deixar fora das ofertas de bolsas os cursos que fossem reprovados pelo Sinaes [Sistema de Avaliação do Ensino Superior". Durante as negociações para a aprovação do programa no Congresso Nacional, no entanto, "foram feitas algumas alterações permitindo que cursos reprovados continuassem recebendo estudantes bolsistas beneficiados pelo ProUni". No momento, acrescentou, "não há outra alternativa para o MEC, que é obrigado a seguir a lei. Só ficam de fora os cursos reprovados pelo Sinaes pela terceira vez. Mas, se o Congresso Nacional estabelecer regras mais rígidas, o ministério será o primeiro a acatar".

Neste ano, o professor estima que o ProUni levará mais 40 mil estudantes para as universidades. O programa começou a funcionar em 2005, quando foram oferecidas 112 mil bolsas. Para o primeiro semestre de 2006 já foram concedidas 91 mil bolsas. No total, em dois anos o Prouni terá distribuido cerca de 200 mil bolsas.