O secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, José Carlos Xavier, e o diretor de Mobilidade Urbana, Renato Boareto discutiram com técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano deCuritiba (Ippuc), nesta sexta-feira (11), o plano nacional de mobilidade urbana e o guia de referência que será elaborado para ajudar as cidades a solucionarem problemas locais de trânsito e transporte.

De acordo com os representantes do Ministério das Cidades, Curitiba será citada no guia como referência para os outros municípios brasileiros. "Curitiba é referência, reconhecida no Brasil e em outros países, por isso citamos o exemplo curitibano no nosso documento", afirmou Xavier.

O secretário disse que Curitiba se destaca principalmente em dois aspectos: a integração do transporte com o uso do solo e o plano diretor e a priorização do transporte público com a utilização das vias exclusivas de ônibus, pioneiras no país.

O presidente do Ippuc, Luis Henrique Cavalcanti Fragomeni, disse que Curitiba também vive um momento especial na área de transporte: "estão sendo revistos o sistema de transporte, a Lei de Licitações e também estão em estudos ações integradas com a Região Metropolitana de Curitiba".

Técnicos do Ippuc apresentaram aos representantes do Ministério das Cidades o Plano Setorial de Mobilidade que está sendo desenvolvido para Curitiba. Também participaram da reunião o secretário-executivo do Conselho Nacional das Cidades, Elcione Diniz Macedo, o presidente da Urbanização de Curitiba S. A (Urbs), Paulo Schmidt, e de Valter Fanini, representante da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).

Dados – A mobilidade urbana é um dos maiores desafios das grandes cidades, disse Xavier. Nas cidades com mais de um milhão de habitantes, 72,78% dos deslocamentos são feitos por veículos motorizados. No restante, são deslocamentos a pé ou de bicicleta. Quanto maior a cidade, maior o custo das viagens, não só pelo combustível, mas também em função dos fatores ambientais como poluição do ar, sonora e de resíduos graxos, além do crescente número de acidentes: 30 mil pessoas morrem por ano nas cidades e estradas do Brasil.