O Ministério de Minas e Energia divulgou nesta terça-feira (24) nota oficial na qual descarta a possibilidade de o risco de apagão no Sudeste do País chegar a 25% no ano que vem e a 50% em 2008, conforme apontou ontem O Estado de S. Paulo, com base em simulações feitas pelo mercado, a partir das novas regras que serão definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para calcular qual é o real risco de falta de energia no País. A Aneel deverá tirar dessa conta as usinas termelétricas que não estão conseguindo gerar energia por falta de gás natural.

"Para que isso (esse nível de risco) viesse a ocorrer, o manancial hidrelétrico precisaria experimentar um regime de ausência de chuvas jamais verificado", diz a nota do ministério. O ministério afirma que a dificuldade no suprimento de gás a algumas termelétricas, ocorrida em setembro, que comprometeu a geração de energia por essas usinas, "referem-se a situação conjuntural e ações já foram tomadas para garantir sua normalização".

"Apesar de o fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil ainda não estar totalmente normalizado, a Petrobras vem tomando todas as medidas necessárias para contornar as restrições decorrentes dos danos nos gasodutos causados pelas chuvas", diz a nota, acrescentando que esses problemas técnicos devem ser solucionados no próximo mês.

O Ministério também minimizou a quantidade de energia que deixou de ser gerada pela falta de gás nessas termelétricas. "As mencionadas dificuldades referem-se a um montante de 3,9 mil megawatts (MW), num parque gerador da ordem de 100 mil MW instalados e 53 mil MW médios de energia assegurada", afirma o comunicado.