A ministra da Economia e Produção da Argentina, Felisa Miceli, disse nesta quinta-feira (22) que a integração da América Latina enfrenta o desafio de reduzir tanto as assimetrias entre os países quanto as internas.

Durante a visita oficial da senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner a Quito, capital equatoriana, Miceli foi uma das palestrantes num seminário sobre oportunidades de negócios, comércio e investimentos entre Argentina e Equador. A informação é da agência de notícias argentina Télam.

A integração da América Latina tem um duplo desafio. Nossos países tem que resolver suas próprias assimetrias, assim como as assimetrias entre as diversas economias, afirmou a ministra.

A redução das assimetrias foi tema recorrente nos últimos encontros de presidentes da região, como a Cúpula do Mercosul realizada em janeiro no Rio de Janeiro. As economias mais fracas como Uruguai e Paraguai, pedem que suas desvantagens nas relações comerciais sejam compensadas.

Ao final do encontro no Rio, os chefes de Estado frisaram a preparação de um Plano para a Superação das Assimetrias no Mercosul e saudaram a criação do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).

Em Quito, Miceli mencionou também o atual processo de crescimento econômico com inclusão social e citou a redução da pobreza e indigência na Argentina: Pela primeira vez se reverte uma tendência histórica.

A ministra destacou também a sanção da nova Lei de Financiamento Educativo, que permitirá aumentar para 6% do Produto Interno Bruto (PIB) o aporte no setor até 2010: Isso não é gasto, é investimento.

É o mesmo argumento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva costuma usar quando se fala em gastos na área social, como aqueles necessários para cobrir o déficit da Previdência, para usar o exemplo de uma discussão recente.

Miceli também afirmou que a Argentina tem combinado fatores como crescimento produtivo, superávit comercial e fiscal, redução da dívida e aumento das reservas internacionais.

Por fim, contou que reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), esta semana na Guatemala, ela conheceu um ditado maia que pode ser aplicado na América Latina de hoje: O bom é que todos se levantem, que ninguém fique para trás.