A escassez e a qualidade dos recursos hídricos, a exploração ilegal de madeira na Amazônia, e as situações de risco ambiental graves como o armazenamento irregular de resíduos tóxicos são os passivos ambientais mais problemáticos, hoje, no país. A afirmação é da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que vê na Conferência Nacional do Meio Ambiente a oportunidade de envolver a participação social na discussão das soluções possíveis para esses e outros problemas ligados ao tema.

A conferência começa amanhã (28), em Brasília, e sua fase preparatória teve a colaboração de 65 mil pessoas em todos os estados. Ligados à organizações não-governamentais, movimentos sociais, setor produtivo e governo nas três esferas, os participantes elaboraram documentos, em pré-conferências, que vão embasar as discussões dos grupos de trabalho nos próximos três dias. Crianças e adolescentes também vão colaborar no processo de discussão das questões ambientais na Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente. A versão infantil teve a participação de 5,3 milhões de pessoas na fase preparatória, de todas as escolas, entre professores e alunos.

Marina Silva enfatizou que o ministério vem implementando políticas de parceria com os estados e municípios e também com outros ministérios para resolver a questão dos passivos. Exemplo disso é o trabalho conjunto com o governo do Rio de Janeiro para resolver a questão do lixo tóxico acumulado na cidade fluminense de Ingá. O material, proveniente da atividade industrial, contém metais pesados. O crescimento do desflorestamento também levará ao trabalho integrado com outras áreas de governo, inclusive da área social, disse ela.