Brasília – O potencial das espécies exóticas (estrangeiras) de peixes deve ser aproveitado na piscicultura brasileira, assim como o das espécies nativas. A opinião é do ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Altemir Gregolin.

?Eu acredito que não é uma questão de proibir ou não proibir?, disse Gregolin nesta quarta-feira (18). ?É uma análise caso a caso. É importante que a gente preserve, estimule e invista nas espécies nacionais, como tambaqui e pirarucu, e ao mesmo tempo aproveite as espécies exóticas que já estão no nosso meio e que tem potencial fantástico, como a tilápia.?

Em entrevista à Agência Brasil durante a cerimônia de posse dos novos integrantes do Conselho Nacional de Aqüicultura e Pesca, o ministro lembrou que a tilápia, originária da África, é criada há mais de 40 anos no país e possui bom mercado interno e externo.

A tilápia é um dos peixes mais procurados pelos criadores, porque, além da aceitação, é resistente, cresce rápido e se reproduz com facilidade. As mesmas características, no entanto, fazem dela uma espécie invasora, que já está presente em rios e lagos de boa parte do país.

Espécies invasoras são animais, vegetais e microrganismos que se instalam, muitas vezes pela ação humana, em regiões onde não ocorriam. Ameaçam as espécies locais e podem causar desequilíbrio ecológico e prejuízos econômicos.

O ministro informou que o governo tem investido em pesquisas para dominar a reprodução de peixes nativos em cativeiro, como o pirarucu na Amazônia e o jundiá (uma espécie de bagre) no Mato Grosso do Sul.