Rio de Janeiro – O ministro das Cidades, Márcio Fortes, defendeu a criação de duas modalidades de empréstimo consignado para a compra de imóveis: um com prestações fixas e outro com base na Taxa Referencial (TR), que já é adotada nos contratos habitacionais. Segundo Fortes, para isso o governo está estudando a alteração da regra que determina que os financiamentos com desconto em folha tenham prestações fixas.

Diferentemente dos empréstimos para militares, essa modalidade usaria recursos do sistema de poupança. Os financiamentos seriam voltados para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, que poderiam comprometer até 30% de sua renda mensal.

A proposta, que está sendo discutida com o ministério da Fazenda, iria beneficiar inicialmente os servidores públicos.

"Esses trabalhadores têm uma garantia maior de estabilidade. Isso possibilitaria taxas de juros menores, já que elas são determinadas pelo fator risco, que neste caso é próximo a zero", disse o ministro.

Os funcionários do setor privado também poderiam ser incluídos, mas numa segunda etapa. "Ainda temos que analisar, porque hoje eles estão numa empresa e amanhã podem não estar. Mas é preciso considerar que as pessoas não ficam mudando de emprego a toda hora", afirmou Márcio Fortes.