O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, nesta segunda-feira (7), que a decisão do governo de manter o esforço fiscal apesar da melhora no cenário da relação dívida/PIB previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) se deve à intenção da administração de acelerar o processo de elevação da classificação de risco (rating) para o País.

"Decidimos manter o esforço fiscal porque é bom para o Brasil, pois intensifica a melhora na classificação de risco, o que leva a taxa de juros menores e favorece o investimento", disse Mantega.

O ministro afirmou que o governo não quer exagerar no crescimento de modo a desequilibrar a economia e inviabilizar uma expansão sustentável no longo prazo. Segundo ele, a meta de expansão de 4,5% para 2007 e 5% para os próximos anos é sustentável e positiva para o País, já que significa o dobro da média dos últimos 20 a 30 anos. Para ele, esse objetivo será alcançado mantendo o equilíbrio macroeconômico. "Mantemos a estratégia fiscal que hoje permite um investimento maior e uma relação dívida/PIB menor que nos levará ao investment grade", concluiu.