Nos anos 90 ele sofreu uma série de derrames que o deixaram à beira da morte. Mas Glenn Ford resistiu por mais uma década. Há anos, o ator de "Gilda" e "Sementes da Violência" estava não apenas inativo, como vivia confinado. Em 1º de maio, homenageado no Grauman’s Egyptian Theatre, de Hollywood, ele apareceu visivelmente abatido numa gravação em vídeo. Disse que estava fazendo o melhor que podia e acrescentou que gostaria de ainda andar por aí. "Tenho muito a agradecer", foram suas últimas palavras públicas. Ontem, paramédicos foram chamados para um atendimento de urgência na casa de Ford, em Beverly Hills. Quando chegaram, ele já havia morrido. Tinha 90 anos e uma filmografia fulgurante que atravessa décadas da história de Hollywood.

Glenn Ford, que nasceu Gwilyn Ford em Quebec, no Canadá, em 1916 começou profissionalmente no teatro, em 1935. Seus êxitos na Broadway chamaram a atenção de Hollywood e ele foi contratado pela Fox. Fez seu primeiro filme em 1939 e até 91, quando interpretou o último, participou de 85 títulos. É o que garante sua biografia oficial. São filmes pertencentes a vários gêneros – westerns, comédias, dramas, policiais, muitos deles assinados por grandes diretores e que se tornaram marcos do cinema.

Entre os filmes que interpretou estão "Gilda", de Charles Vidor, de 1946, no auge do mito de Rita como mulher fatal; "Os Corruptos e Desejo Humano", de Fritz Lang, de 1953 e 54; "Sementes de Violência", de Richard Brooks, de 1955; "O Irresistível Forasteiro", de George Marshall, de 1958; "Cimarron", de Anthony Mann, de 1960; "Dama por Um Dia", de Frank Capra, de 1961; "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e Papai Precisa Casar", de Vincente Minnelli, de 1961 e 63; "Escravas do Medo", de Blake Edwards, de 1962; e "Superman – O Filme", de Richard Donner, de 1978.