No último domingo (28), o Parque Linear, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, novamente virou notícia aqui na Tribuna do Paraná. Aglomerações, agressão, racha de motos, perseguição policial e até tiros de borrachas foram os motivos. E a cada semana que passa, tem sido mais frequente. Para as famílias que frequentam o local, só resta o sentimento de insegurança e medo.

Em conversa com a Tribuna, uma mulher de 34 anos, identificada apenas por Souza – por questões de segurança – fez um desabafo e relatou o quanto está sendo difícil curtir o parque com a família. Moradora há 18 anos no bairro, a mãe de família relata o drama que famílias estão vivendo aos finais de semana no Parque Linear.

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“Tenho medo. Precisei parar de frequentar o parque. Eu morro de medo de levar um tiro de uma bala perdida, de ser atropelada. Tenho medo de acontecer algo pior. Faz uns dois meses que não vou mais ao parque. Meu filho não vai mais com os amigos porque tem medo de ser assaltado. Aí tenho que ver meu filho preso em casa e o bandido solto por aí”, comenta.

Sem ir ao parque há pelo menos dois meses com medo do que pode acontecer, ela questiona a falta de segurança no local. “Como permitem essa algazarra na rua? Empinando moto? Quase atropelando uma criança. Eles param o trânsito. Tem um monte de crianças no parque. Os baderneiros nas motos são tudo menor de idade. A gente fica indignada. Vemos a polícia na rua, mas nada resolve. É só a polícia sair, é questão de minutos, eles conseguem fechar a rua toda rua com pessoas.

Em nota, a Prefeitura de Colombo disse que “já realizou reuniões com o comando do 22° Batalhão da Polícia Militar para intensificar as operações de segurança e ordem no Parque Linear. A Guarda Municipal também realiza operações conjuntas no local”.

Algazarra marcada via WhatsApp

Grupos de WhatsApp e perfis no Instagram fomentam o encontro daqueles que vão ao parque para cometer as infrações. São nos grupos do aplicativo de mensagens que os encontros de todos os finais de semana são marcados. Já nos perfis espalhados pelo Intagram, é possível ver vários vídeos de jovens fazendo manobras arriscadas e se exibindo.

“Eles combinam de todo o final de semana para irem ao parque. Eles sabem, de alguma forma, quando a polícia vai fazer a “batida” lá. Eu não posso reclamar do policiamento porque sempre vejo polícia por ali. Mas a molecada fecha a rua e, por incrível que pareça, é neste momento que a polícia não passa. É algo fora de série, inacreditável o que acontece ali. Estamos com medo”, relata a moradora.

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Dinheiro jogado fora!

Com um investimento de quase R$ 5 milhões, Souza afirma que foi um dinheiro que o investimento no Parque Linear não está valendo a pena. Segundo ela, os vendedores ambulantes e famílias que frequentam o local e que tentam ganhar o pão de cada dia acabaram desistindo também. “Ali virou point de venda para traficante. As famílias que passaram dificuldades na pandemia e foram para o parque vender seus produtos, hoje não vendem mais, desistiram porque tem falta de segurança. Foi um dinheiro jogado fora. Do jeito que está, esse dinheiro poderia ter sido investido na saúde. Se é para ficar assim, é dinheiro jogado fora”, critica.

“O que estão fazendo, mãe?”

Como se não bastasse, a mãe precisa tentar explicar ao filho de 9 anos que estuda num colégio da região, próximo ao parque, o motivo de tanta movimentação por ali. Durante o trajeto, de acordo com Souza, a criança a questiona sobre o que a piazada está fazendo e o que estão escondendo.

“Eu passo na frente do ponto de tráfico todo o dia, é ao lado do parque. Ele me pergunta o que estão escondendo. E eu tento explicar, e é muito difícil. A polícia já fez batida ali no ponto de tráfico e a molecada estava rindo da cara dos policiais quando saíram. Meu filho ama bicicleta e a gente ia ao sábado, mas vimos tantas coisas, gente fumando, traficando e tudo mais. Tivemos que deixar de ir ao parque. Não vamos mais ao parque. Não temos sossego. Não dá, o cheiro da droga é muito forte”, desabafa.

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