O motorista, de 38 anos, principal suspeito de ter assassinado o próprio filho, de apenas quatro anos, no último fim de semana, no bairro Pinheirinho, em Curitiba, havia feito ameaças contra a ex-companheira, mãe da criança. Ele teria dito que a ex-mulher “iria se arrepender”.

A afirmação foi feita durante uma discussão por telefone, no último sábado (17). Hidelmar Araújo Machado não se conformava com o fim do relacionamento. O casal estava separado havia cerca de seis meses.

“Isso nos leva a crer que o crime tenha sido premeditado. Segundo o depoimento da ex-companheira, houve esta ameaça. O motivo da separação seria mesmo pela questão de ciúmes. Fica claro, pelo que diz a mulher, que o relacionamento não dava certo por ciúmes excessivos dele. Além disso, ele não aceitava o fim do casamento”, declarou o delegado José Vitor Pinhão, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Possível envenenamento

Uma caneca, estampada com uma foto do pai e do filho, e que foi encontrada no quarto onde estava o corpo da criança, pode contribuir com a investigação. A suspeita é de que ela tenha sido servida com veneno para a criança. Diogo estava prestes a completar cinco anos.

“Os policiais perceberam um cheiro muito forte em um líquido que estava dentro da caneca e isso não se assemelha a um cheiro de suco ou qualquer outra coisa que possa ser servida”, alertou o delegado.

Em outro recipiente, havia um resto de cereal que Hidelmar havia dado ao filho. O fato de que a criança espumou pela boca antes de morrer também pode apontar para a hipótese de envenenamento.

“Só um exame pericial poderá confirmar isso. Dentro da caneca poderia ter veneno ou até mesmo um sedativo. Vamos aguardar a emissão do laudo do Instituto Médico-Legal”.

Acredita-se que Diogo tenha sido morto no último domingo (18). O corpo só foi localizado na segunda-feira (19) à tarde, depois que policiais arrombaram a porta do quarto. Hidelmar continua foragido.