O volume de cargas movimentadas nos Portos de Paranaguá e Antonina neste ano, até a primeira quinzena de outubro, cresceu 6,51% no comparativo com o mesmo período do ano passado. O resultado representa a melhor marca registrada pelos portos do Paraná em 2006. Ao todo, os dois portos movimentaram este ano 26,14 milhões de toneladas de mercadorias contra 24,54 milhões de toneladas no ano passado.

Um dos destaques na movimentação ficou com o segmento de granéis sólidos, que apresentou crescimento de 9,61% em relação ao ano passado. O milho despontou como o produto com maior crescimento no segmento,  registrando um acréscimo 394,83% no acumulado ano em comparação com o mesmo período de 2005. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), outros produtos como cevada, açúcar e trigo também apresentaram crescimento.

De acordo com o chefe de operações do Porto de Paranaguá, Cláuber Candian, o bom desempenho do milho pode ser explicado pela característica logística adotada pela Appa. ?Paranaguá criou uma logística que nos permite exportar diversos produtos usando as mesmas correias. Temos um porto multicargas que permite uma vazão de milho até 9 mil toneladas por hora. Este processo é um dos mais rápidos, baratos e seguros do país?, afirma.

Outro destaque na movimentação de cargas em 2006 no Porto de Paranaguá foi o álcool. De janeiro a agosto deste ano, foram movimentadas 323 mil toneladas do combustível contra 269 mil toneladas no mesmo período do ano passado, o que representou um aumento de 19,71%.

Segundo Candian, o incremento nas exportações de álcool se deu em função do incentivo para embarque do produto no terminal de granéis líquidos. Anteriormente, explica, só derivados de petróleo tinham preferência no embarque, o que acabava dificultando o escoamento de álcool.

?O aumento nas exportações de álcool é uma conquista direta do porto público. O porto de Paranaguá é o único do Brasil cuja gerência da programação operacional é pública, de competência da autoridade portuária. Isso nos permite fazer este tipo de direcionamento para escoar cargas, sempre pensando no que é melhor para a economia do Paraná?, salienta.