Após um período conflitante, no primeiro governo do presidente Lula, o PT, o governo do PT e os movimentos sociais estão em reconciliação. Esta foi uma das avaliações feitas ontem no seminário sobre as relações entre o partido e os movimentos sociais, com participação do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, do secretário nacional de Movimentos Populares do PT, Renato Simões, e da presidente estadual do partido, Gleisi Hoffmann.

Renato Simões disse que é saudável que as relações entre partido, governo e movimentos sejam tensas.

Ele citou que a origem do PT está nos movimentos sociais, mas uma vez no governo, nem sempre é possível atender aos avanços exigidos pelos movimentos. ?O importante é que o governo reconheça a diversidade e a autonomia dos movimentos. O PT procura impulsionar as bandeiras dos movimentos, mas nem sempre o governo dá respostas avançadas?, disse.

Para Carvalho, a relação entre o PT e os movimentos sociais é estratégica por representar um novo modelo de gestão do país. ?Se no primeiro governo, houve falhas, houve também avanços. Mas concordamos que é necessário aprofundar mais o diálogo?, disse.

Gleisi lembrou que o 3.º Congresso Nacional do PT, no ano passado, deixou claro o papel de cada um. ?Embora o PT seja a representação de muitos movimentos sociais, não queremos que se confunda?, disse. (EC)