Brasília – O Ministério Público Federal (MPF) começou a investigar a ocorrência de possíveis falhas no controle do tráfego aéreo entre as regiões Centro-Oeste e Norte do país, onde aconteceu a colisão entre o Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy. O acidente, ocorrido no dia 29 de setembro, deixou 154 mortos.

O procedimento administrativo foi instaurado na última terça-feira (17) pelo procurador-chefe da Procuradoria da República em Mato Grosso, Gustavo Nogami. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da Procuradoria, Nogami ressalta que ainda não há indícios suficientes que comprovem ou não uma falha no controle aéreo.

Segundo o procurador, o objetivo do procedimento administrativo não é apurar quem são os culpados pelo acidente. Na nota, ele lembra que a responsabilidade sobre o choque entre os dois aviões está sendo investigada em dois inquéritos que estão em andamento, um da Polícia Civil e outro da Polícia Federal.

De acordo com o comunicado, o Ministério Público Federal pediu uma cópia do relatório preliminar sobre o acidente ao diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tenente brigadeiro Paulo Roberto Vilarinho, e ao presidente da comissão de investigação criada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), coronel Rufino da Silva Pereira.

A Polícia Civil de Mato Grosso já forneceu as informações colhidas no inquérito ao procurador, informa a nota.