Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), que fazem parte da força-tarefa que apura desvios de recursos por meio de contas CC-5, anunciaram hoje terem enviado um requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo investigação sobre o possível vazamento de informações sigilosas do Trade Link Bank, encaminhadas aos procuradores e à Polícia Federal (PF) pela Promotoria de Nova York. As investigações devem ficar a cargo do Ministério da Justiça.

Numa nota, os procuradores afirmam que dados sigilosos apareceram na reportagem "CPI vai aprofundar investigações de remessas de dinheiro para Angola", publicada no dia 13 pela Agência Globo. Os dados teriam aparecido na imprensa antes mesmo de chegar à Procuradoria da República no Paraná. No dia 8, a reportagem "Doleiro de Minas enviou recursos a Duda", do jornal "Folha de S.Paulo", também teria sido escrita com base no mesmo material.

De acordo com o MPF, os documentos são cobertos por compromisso internacional de confidencialidade. Por isso, qualquer vazamento pode prejudicar a cooperação entre o MPF, a PF e o District Attorney of New York. Ao mesmo tempo em que pedem "apuração formal" sobre a responsabilidade pelo vazamento, os procuradores pedem que as providências tomadas sejam comunicadas à Promotoria Distrital de Nova York para que as portas não se fechem.