Porto Alegre – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) negou hoje a denúncia da Polícia Militar do Rio Grande do Sul sobre depredação a uma viatura do Comando Regional do Planalto (CRP). O fato teria ocorrido durante a ocupação da Fazenda Coqueiros, em Coqueiro do Sul, na região Norte do estado, por 1.800 famílias de acampamentos gaúchos.

Ana Soares Hanauer, da coordenação estadual do MST, afirma que a ocupação foi tranqüila e garante que "não é prática do movimento gaúcho esse tipo de ação". Segundo ela, "é fácil acusar, mas onde estão as provas?"

O titular do CRP, coronel Waldir João dos Reis Cerutti, afirmou que durante a invasão uma viatura da Polícia Militar teve os quatro pneus cortados e que o rádio transmissor e os celulares foram retirados dos policiais militares que estavam perto do local. "Uma viatura que fazia o patrulhamento foi abordada e escreveram MST em cima dela", explicou. O assessor do coronel, major Cesar Augusto, informou que amanhã (2) "será aberto um inquérito policial para apurar responsabilidades pelos danos causados ao patrimônio público".

De acordo com a coordenadoria estadual do MST, é intenso o ritmo de construção na área ocupada na terça-feira (28) em Coqueiros do Sul. Cerca de 500 barracões de madeira já foram erguidos na fazenda para abrigar as 1.800 famílias sem terra.