Pelo menos 16 pessoas morreram quando forças americanas e afegãs atacaram uma remota aldeia nas montanhas do nordeste do Afeganistão depois de terem recebido informações de que um senhor da guerra renegado estaria na região, informou nesta segunda-feira (7) o governador da província de Nuristão, Tamim Nuristani.

De acordo com ele, as forças americanas e afegãs acreditavam que o senhor da guerra Gulbuddin Hekmatyar, um ex-primeiro-ministro que mais tarde aliou-se à milícia fundamentalista islâmica Taleban e à rede extremista Al-Qaeda, estava reunido com um importante assessor em Dohabi, um distrito de Nuristão.

A ofensiva ocorreu neste domingo (6) e, segundo o governador, envolveu também ataques aéreos. Outros líderes locais informaram que diversos civis morreram no episódio. Além do Dohabi, também foram atacadas as aldeias de Shok e Kendal.

O presidente da Assembléia Legislativa de Nuristão, Rahmatullah Rashid, disse que 19 pessoas morreram, todas elas civis. De acordo com ele, seis crianças, cinco mulheres e oito homens perderam a vida no ataque.

Para Nuristani, "ainda é cedo para dizer" se há civis entre os mortos. Segundo ele, a versão sobre 16 mortes foi divulgada por policiais que visitaram os locais depois dos ataques.

Mohammad Farooq, diretor de investigações criminais da província, disse que 20 pessoas morreram, entre civis e rebeldes Além disso, prosseguiu ele, mais de 20 casas foram destruídas.

Militares americanos e funcionários do Ministério da Defesa do Afeganistão negam que civis tenham morrido nos ataques.

Até o momento não foi possível esclarecer as divergências nos relatos porque os ataques aconteceram em uma região muito remota e perigosa do Afeganistão.

Militares americanos acusam os rebeldes afegãos de divulgarem falsas notícias sobre mortes de civis para enfraquecer a coalizão estrangeira e o governo afegão.

Enquanto isso, rebeldes supostamente ligados ao Taleban mataram sete agentes engajados na erradicação de plantações de papoula, na área rural de Kandahar, no sul afegão, acusou a polícia local Cinco agressores morreram no ataque.

Em Helmand, também no sul afegão, dois policiais morreram quando bateram em um artefato explosivo posicionado à beira de uma estrada. No momento da explosão, eles escoltavam engenheiros que pretendiam reparar uma torre de telefonia celular, informou Mohammad Hussein Andiwal, comandante da polícia local.

Até o momento, o Taleban já reivindicou a explosão de dez torres de telefonia celular. Eles exigem que as companhias desliguem as torres no período noturno. Eles temem que o sinal telefônico esteja sendo rastreado pelos exércitos dos Estados Unidos e de outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) presentes no Afeganistão.