Um forte abalo secundário aterrorizou hoje os habitantes de Christchurch, na Nova Zelândia. A cidade foi atingida por um forte terremoto no sábado (horário local, sexta-feira no Brasil). O epicentro do último terremoto, de magnitude 5,1, foi localizado a apenas seis quilômetros de profundidade e dez quilômetros a sudeste da cidade.

Não há informações sobre novos feridos, mas os habitantes disseram que foi o mais forte desde o tremor de 7,1 que no sábado provocou grandes danos. “Quando isso vai acabar? É como viver num redemoinho”, disse o prefeito de Christchurch, Bob Parker, enquanto as equipes de resgate deixavam rapidamente seus quartéis-generais.

“Estávamos começando a pensar que talvez o pior já tivesse passado, mas agora tivemos este novo tremor”, disse Parker à Rádio NewstalkZB. “Isso é uma martelada no espírito de muita gente”. Após uma segunda visita hoje ao locais atingidos, o primeiro-ministro John Key disse que a reconstrução da cidade vai custar mais do que a estimativa inicial, de 2 bilhões de dólares neozelandeses (US$ 1,4 bilhão).

Pelo menos 500 prédios já foram condenados e cerca de 100 mil casas de uma área onde há 160 mil residências ficaram danificadas. Mais tarde, o secretário de Tesouro John Whitehead disse que os gastos totais para reparar os danos podem chegar a 4 bilhões de dólares neozelandeses. A Comissão para Terremotos deve arcar com metade desses recursos.

O diretor da Defesa Civil John Hamilton disse que o nível de segurança de alguns prédios será reavaliado após o forte abalo de hoje. A agência de sismologia do governo, a GNS Science, informou que mais de 280 abalos secundários de magnitude 3,0 ou mais atingiram a região em cinco dias. O sismólogo Brian Ferris disse que as pessoas sentiram cerca de 150 desses tremores.

A Nova Zelândia está sob uma área onde duas placas tectônicas se encontram. O país registra mais de 14 mil terremotos por ano, mas apenas cerca de 150 são sentidos pelos moradores e menos de dez causam algum dano.