Os líderes de Israel e da Palestina tiveram um encontro não programado neste domingo (13) em Jerusalém, poucos dias antes do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, viajar aos Estados Unidos para encontro com líderes americanos, com a nova escalada da violência na Faixa de Gaza ressaltando o potencial papel do Hamas como um sabotador dos esforços de paz.

Aparentemente, a intenção era manter a reunião realizada na residência oficial de Olmert em segredo. Antes, seus freqüentes encontros eram anunciados com bastante antecedência e era concedido algum acesso a fotógrafos. O encontro de hoje só foi confirmado depois que a Associated Press questionou o governo israelense.

Abbas vai se reunir com o presidente dos EUA, George W. Bush, em Washington, no dia 23. Uma fonte do governo israelense disse apenas que o encontro tinha como propósito "coordenar" os movimentos de paz antes da viagem. Essa fonte não quis falar mais sobre a reunião porque a agenda era confidencial.

O negociador palestino Saeb Erekat disse que Abbas pediu a Olmert para concordar com uma iniciativa do Egito para arranjar um acordo de cessar fogo não oficial em Gaza, mas o premier israelense não fez qualquer promessa. Israel se recusa a tratar com o grupo islâmico Hamas. Erkat disse que a reunião ocorreu hoje porque Abbas vai partir amanhã para uma viagem que o levará aos EUA.

Meses de negociações até agora falharam em produzir qualquer progresso notável em direção a um acordo de paz entre israelenses e palestinos. As negociações foram retomadas em novembro em uma conferência patrocinada pelos EUA em Annapolis (Maryland), depois de sete anos de impasse. As negociações têm sido dificultadas pelos ataques de militantes palestinos e operações militares de Israel na Cisjordânia e pelo fato de o Hamas controlar a Faixa de Gaza. Abbas controla apenas a Cisjordânia.

Em Gaza, a violência voltou a crescer na semana passada, depois de um mês de calmaria, quando um grupo de militantes atacou um terminal, na fronteira com Israel, que bombeava o único oleoduto que alcança o território palestino, matando dois trabalhadores. Israel imediatamente fechou o terminal e lançou ataques que mataram 16 pessoas desde então, incluindo ao menos seis civis.