A Federação Argentina de Sindicatos de Petróleo e Gás Privado e as companhias de Petrobras Energía (subsidiária da Petrobras), Esso e Shell chegaram a um acordo que vai evitar uma greve no setor. Durante reunião de conciliação, convocada pelo Ministério do Trabalho ontem à noite, empregados e patrões fecharam um acordo que vai valer até o dia 30 de abril de 2010. Os empregados tinham ameaçado greve por tempo indeterminado em todas as refinarias do país a partir de hoje.

O acordo prevê aumento salarial de 10% em junho mais um abono de 600 pesos (cerca de R$ 310,00) para cada filiado ao sindicato, dinheiro que será destinado à entidade para manutenção dos planos de saúde da categoria. Em setembro, segundo o acordo, as companhias vão conceder aumento de 5%, junto com outro abono de 600 pesos , enquanto em dezembro as companhias pagarão abono de 1.200 pesos (cerca de R$ 625,00). O salário médio dos trabalhadores das refinarias gira em torno de 4 mil pesos (cerca de R$ 2.100,00).

“Para as companhias, o acordo foi bom, já que o sindicato pedia reajuste de 25%”, informou um executivo de uma das empresas. Além disso, continuou, uma greve poderia provocar um desabastecimento no país. O acordo, no entanto, não coloca um ponto final no conflito entre os trabalhadores do setor e algumas companhias porque os sindicatos estão divididos. Os empregados da YPF, por exemplo, pertencem a outra entidade sindical que promete greve na Província de Santa Cruz. Os trabalhadores nesta província ainda negociam um acordo.