Ataques de mísseis, que seriam norte-americanos, e bombardeios da aviação militar do Paquistão atingiram hoje os seguidores de um líder militante islamita na proximidade da fronteira com o Afeganistão. O Exército do Paquistão, no entanto, reclamou que os ataques de mísseis americanos na região estão prejudicando sua campanha contra o inimigo público número um do país. Entre 12 e 14 militantes foram mortos quando dois mísseis atingiram um campo de treinamento clandestino, comandado pelo líder do Taleban paquistanês, Baitullah Mehsud, na região tribal do Waziristão do Sul.

A informação partiu de funcionários da inteligência paquistanesa, que falaram sob anonimato. Acredita-se que os mísseis foram disparados por aviões americanos teleguiados. Cinco estrangeiros estavam entre os mortos, disseram militares paquistaneses, mas a nacionalidade deles não foi revelada. Acredita-se que líderes graduados da rede terrorista Al-Qaeda estejam na região. Mehsud não estava entre os mortos no ataque, o quarto em duas semanas.

Horas após o ataque, a aviação militar do Paquistão bombardeou posições de militantes a 40 quilômetros do lugar onde os aviões teleguiados dispararam os mísseis, informou o exército. O número de baixas provocado pelo ataque paquistanês não é conhecido. Acredita-se que os Estados Unidos teriam lançado mais de 40 ataques de mísseis na região fronteira entre Afeganistão e Paquistão desde agosto do ano passado, segundo uma contagem da Associated Press