Um ataque coordenado contra uma academia de polícia no leste do Paquistão provocou nesta segunda-feira (30) a morte de pelo menos 12 pessoas – seis agentes de segurança, três agressores e mais três homens cujos corpos ainda não foram identificados. Funcionários paquistaneses afirmam que mais de 90 pessoas ficaram feridas nos tiroteios. Cerca de 700 cadetes estavam no local no momento do ataque. Horas depois, forças paquistanesas de segurança dominaram os milicianos e retomaram o controle da academia, situada em Lahore. Os agressores chegaram a controlar a academia de polícia por quatro horas.

O ministro do Interior, Rehman Malik, disse que quatro militantes foram detidos vivos, um dos quais é afegão. O atentado foi assumido por um grupo islamita pouco conhecido ligado ao Taleban, chamado Fedayeen al-islam. A informação partiu de Omar Farooq, um integrante do Taleban no Paquistão que telefonou para a Associated Press.

O ataque ocorre menos de um mês depois de uma emboscada contra a seleção de críquete do Sri Lanka no coração de Lahore e mais uma vez expõe o grau de ameaça representado por grupos armados locais ao governo do Paquistão, um aliado dos Estados Unidos dotado de armas nucleares. Soldados do Exército e de outras forças de segurança cercaram a academia, na periferia da cidade, e trocaram tiros com os milicianos em cenas que lembraram os ataques de militantes islâmicos a alvos na cidade indiana de Mumbai, em novembro do ano passado.

Veículos blindados invadiram a academia enquanto helicópteros sobrevoavam o complexo. Diversos policiais tentaram escapar, alguns deles rastejando ao redor dos corpos de vítimas do ataque. A troca de tiros posterior ao atentado estendeu-se por cerca de oito horas e os invasores chegaram a manter 35 reféns, disse Rao Iftikhar, funcionário do alto escalão do governo de Punjab, província da qual Lahore é capital.