Um ataque suicida na cerimônia de abertura de uma maratona na capital do Sri Lanka matou neste domingo (6) um importante ministro do governo, além de um ex-campeão olímpico e outras doze pessoas, de acordo com informações de militares. Perto de cem pessoas ficaram feridas. A suspeita é de que o homem bomba seja da organização conhecida como Tâmil Tiger.

A explosão foi a segunda neste ano a matar uma importante autoridade do governo e mostrou que os rebeldes continuam capazes de realizar ataques devastadores no território do governo, apesar de continuarem na defensiva ao norte do país.

A bomba explodiu na linha de partida da maratona que estava sendo realizada em Weliweriya, a cerca de 20 quilômetros da capital Colombo. Jeyaraj Fernadopulle, o ministro das auto-estradas e chefe do partido dominante, se aproximou da linha de partida com uma bandeira que pretendia acenar para dar início a maratona. "Nesse momento, a bomba explodiu", disseram testemunhas.

Fernandopulle era considerado um alvo para os rebeldes depois de se envolver em negociações de paz com os rebeldes há dois anos. Também morreu na explosão atribuída ao Tâmil Tiger o maratonista K.A. Karunaratne, medalha de ouro na maratona olímpica de 1992.

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaska, condenou o ataque como "um ato de selvageria" e disse que continuará sua guerra contra os rebeldes. Soldados do governo mataram ontem 25 rebeldes do Tâmil no norte do país, segundo informações do governo.