Pelo menos trinta e nove pessoas morreram hoje durante ataques militantes coordenados contra a polícia nas cidades paquistanesas de Lahore e Kohat, de acordo com autoridades. Os atentados simultâneos evidenciam a fraqueza da força policial na linha de frente do combate aos militantes do Taleban. Os insurgentes vêm reivindicando a autoria de uma carnificina que já dura 11 dias, em reação a uma suposta ofensiva a ser lançada pelos militares perto da fronteira com o Afeganistão.

Em Lahore, no nordeste do país, homens armados com granadas e explosivos invadiram uma academia de polícia no subúrbio de Bedian e uma escola da polícia na área de Manawan atacada anteriormente em março, além de instalações da Agência Federal de Investigação.

“Um total de 14 pessoas foram mortas em Manawan, incluindo quatro terroristas”, disse o chefe de polícia de Lahore, Pervez Rathor. “Nove eram policiais e um ainda não foi identificado.” Segundo Rathor, há perigo de mais ataques na cidade. No prédio da agência federal, um terrorista e seis agentes de segurança morreram, afirmou o chefe de polícia.

Em Bedian, o general Shafqat Ahmad disse que sete pessoas morreram até a polícia controlar a situação. Ele afirmou que quase todos esses eram terroristas, alguns mortos em combate, outros após se explodirem. Um policial e um civil também estavam entre os mortos. Na cidade de Kohat, noroeste do país, um suicida matou 11 pessoas, incluindo três policiais, segundo um porta-voz da polícia.

Escola

Em outro ataque, uma bomba explodiu perto de uma escola em Peshawar, também no noroeste paquistanês. A escola estava fechada no momento do ataque e cinco pessoas ficaram feridas, segundo o chefe de polícia de Peshawar, Ijaz Khan. Com informações da Dow Jones.