Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas nesta quinta-feira, após a explosão de um carro-bomba na cidade russa de Vladikavkaz, no norte do Cáucaso. Este é pior ataque terrorista na região em anos, segundo autoridades locais. A explosão ocorreu perto da entrada principal do mercado de Vladikavkaz, segundo informações do Ministério de Situações de Emergência. O ataque ocorreu enquanto os muçulmanos se preparam para celebrar o Eid al-Fitr, feriado para marcar o fim do mês sagrado de jejuns do Ramadã. Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, mandou seu enviado regional a Vladikavkaz para ajudar na coordenação do socorro às vítimas. Em abril, um ataque na região matou 12 pessoas, a maioria policiais, na província do Daguestão. Já em março, um duplo atentado suicida no metrô de Moscou deixou 40 mortos e cerca de 100 feridos.

Vladikavkaz é a capital da república russa da Ossétia do Norte. Ainda que nessa região ocorra menos violência do que em outras repúblicas da região como a Chechênia e o Daguestão, a Ossétia do Norte sofre com as tensões étnicas e com frequentes atentados terroristas. A região foi palco da crise de Beslan, em 2004, quando terroristas chechenos tomaram centenas de reféns em uma escola – o cerco terminou em um banho de sangue com mais de 330 mortos, aproximadamente a metade crianças.

Ao contrário de outras províncias do Cáucaso, onde os muçulmanos são a maioria da população, a Ossétia do Norte é predominantemente cristã ortodoxa. A região enfrentou anos de tensões entre ossétios e ingushétios étnicos, o que terminou em confrontos abertos em 1992.