O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, antecipou as eleições gerais no país para 7 de setembro e comentou neste domingo, ao fazer o anúncio, que o debate deve girar em torno de quem é mais confiável para administrar a economia do país em um momento de transição depois de uma década na qual a indústria de mineração australiana beneficiou-se amplamente de demanda industrial chinesa, hoje em desaceleração.

Na abertura do período de um mês de campanha, Rudd defendeu que a economia australiana não pode mais depender tanto da demanda chinesa por minério de ferro e carvão, tida como o principal motivo para que a Austrália tenha atravessado os últimos anos de crise financeira internacional como um dos poucos países ricos a não entrarem em recessão.

“Em quem o povo australiano mais confia para conduzi-lo pelo período de novos desafios econômicos que vêm pela frente?”, perguntou Rudd numa entrevista coletiva concedida no Parlamento.

Rudd admitiu que seu Partido Trabalhista (centro-esquerda) inicia a campanha em desvantagem e comentou ter ouvido de seus conselheiros que, se as eleições fossem realizadas neste fim de semana, o governo passaria para as mãos dos conservadores.

No entanto, apesar de os conservadores estarem na frente das intenções de voto para compor a maioria no Parlamento, os australianos preferem ter o trabalhista Rudd no cargo de primeiro-ministro, em detrimento do líder conservador Tony Abbott.

Depois de a antecipação do pleito ter sido confirmada, Abbott iniciou sua campanha com a promessa de “recolocar o orçamento sob controle”. A oposição acusa o governo trabalhista de ter gastado dinheiro demais em medidas de estímulo à economia. Fonte: Associated Press.