O argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, disse nesta quinta-feira (24) que a dirigente política Ingrid Betancourt, resgatada em 2 de julho junto a outros 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), não tem “méritos” para ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

“Não vejo que Ingrid tenha feito algo pela paz. Foi prisioneira de uma situação desgraçada, mas não me parece que tenha feito trabalhos ou tenha méritos nem pela paz da Colômbia, nem pela paz mundial”, disse Pérez Esquivel em entrevista ao jornal El Espectador.

Após o resgate da ex-refém, que permaneceu seis anos em poder da guerrilha, soube-se que o governo do Chile a indicaria ao prêmio e que, para isso, esperava contar com o apoio de outras nações do continente.

Pérez Esquivel disse que, em oposição a Betancourt, “coisa muito diferente” ocorre com “Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz, que está presa na Birmânia, e que trabalha pela paz”.

O argentino está na Colômbia junto a juristas e defensores de direitos humanos que participam do Tribunal Permanente dos Povos (TPP), que estuda e analisa as relações entre multinacionais e os grupos paramilitares.