Uma bomba explodiu perto de uma van que transportava agentes de segurança do Paquistão, matando duas pessoas, segundo autoridades. O oficias tinham a missão de proteger trabalhadores envolvidos em uma operação de combate à poliomielite no noroeste do país.

A bomba matou um policial e um membro do comitê voluntário de paz, disse o superintendente de operações policiais para o distrito de Peshawar, Najeeb ur-Rehman. A polícia inicialmente informou que seis pessoas morreram, mas ur-Rehman disse que esse número foi revisado posteriormente para dois.

O ataque aconteceu na aldeia de Malikhel, cerca de 20 quilômetros da capital provincial de Peshawar. As vítimas estavam protegendo os trabalhadores que administram a vacina contra poliomielite aos residentes locais.

Em 2011, o Paquistão teve 198 casos da doença confirmados, o maior número de qualquer país no mundo. O país foi capaz de reduzir esse número para 58 em 2012 através de um programa de vacinação agressivo.

Contudo, militantes que se opõem às vacinas frequentemente atacam trabalhadores que entregam a vacina. Eles também ameaçam as pessoas que querem levar o remédio para seus filhos.

Alguns rebeldes afirmam que a vacina serve para esterilizar as crianças muçulmanas e acusam os funcionários da saúde de serem espiões dos EUA. A acusação ganhou força depois que a CIA usou um médico paquistanês para tentar confirmar a presença de Osama bin Laden no Paquistão em 2011 sob o pretexto de um programa de imunização. Fonte: Associated Press.