Os ministros do exterior do Brasil e da Turquia anunciaram no domingo que se esforçarão para convocar uma reunião “o mais rápido possível”, talvez em Istambul, entre o Irã e alguns dos maiores poderes mundiais, inclusive os Estados Unidos, para negociar o programa nuclear iraniano.

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ahmet Davutoglu ofereceu sediar esta reunião, que seria entre o Irã e o grupo P5+1, que inclui os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França, o Reino Unido e a Alemanha. “A Turquia quer que esta reunião aconteça o mais rápido possível. Poderia ser em Istambul se os países quiserem,” ofereceu Davutoglu.

O Irã já anunciou que somente aceitará participar da reunião depois do feriado religioso de Ramadã, que cairá no final de agosto.

Davutoglu enfatizou que a Turquia e o Brasil querem um tratado no qual o Irã enviará uma parte do seu estoque de urânio com baixo grau de enriquecimento para a Turquia em troca de combustível enriquecido a 20%, como um gesto de boa-fé antes de negociações nucleares mais amplas.

A Turquia e o Brasil votaram contra novas sanções econômicas contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas em maio, mas as sanções foram aprovadas de qualquer forma. Os Estados Unidos estão preocupados com a posição da Turquia, um membro da OTAN e um dos seus maiores aliados na região.

“Estamos tentando criar uma nova ordem mundial, mas algumas pessoas ainda estão um pouco preocupadas com essa possibilidade”, opinou o Ministro das Relações do Brasil, Celso Amorim, durante uma visita a Istambul, antes de uma viagem oficial pelo Oriente Médio.

“Sempre nos empenharemos para que o Irã adote uma posição mais flexível e também para que os outros países respondam de forma apropriada,” acrescentou. As informações são da Dow Jones.