O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende rebater as possíveis críticas do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, caso seja questionado durante a reunião extraordinária de cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) sobre o acordo militar do Brasil com a França. “Não há nenhum problema em se discutir o acordo Brasil e França. Se ele (Uribe) tem o desejo de saber, então, ele vai saber, pois não temos nada a esconder”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao final de encontro com o chanceler do Equador, Falder Falconí, ocorrido hoje em Brasília. Líderes dos países sul-americanos vão se reunir nesta sexta-feira (28) em Bariloche, na Argentina, para debater temas de segurança regional.

O principal assunto da reunião deve ser o acordo entre Colômbia e Estados Unidos para uso bases militares colombianas por norte-americanos. Em visita ao presidente Lula e a outros líderes regionais, Uribe explicou a negociação com os EUA. Ele também assegurou que, se fosse convocado pela Unasul para defendê-lo, exigiria explicações sobre o compromisso na área de defesa firmado entre o Brasil e a França, em dezembro de 2008, e sobre a cooperação militar entre a Venezuela e o Irã. O Brasil defende que seu acordo militar com a França não tem semelhança com o compromisso fechado entre a Colômbia e os Estados Unidos, que prevê a presença de forças americanas em sete bases colombianas por dez anos.