Milhares de eleitores enfrentam filas neste domingo para participar da primeira eleição presidencial e parlamentar em Burkina Faso após a queda do ditador Blaise Compaoré, em outubro de 2014, depois de 27 anos no poder. Muitos acreditam que será a eleição mais democrática na história do país, mesmo após uma tentativa de golpe de apoiadores de Compaoré em setembro, que levou ao adiamento da votação.

A nova legislação eleitoral de Burkina Faso proíbe que aqueles que apoiaram a tentativa do ex-ditador de alterar a Constituição disputem o cargo de presidente, embora o partido de Compaoré esteja participando das eleições e possa conquistar uma representação significativa no Parlamento. Cerca de 5,5 milhões de eleitores estão aptos a participar.

Se nenhum dos candidatos conseguir mais de 50% dos votos, um segundo turno para escolher o presidente deve ser realizado 15 dias após terminar a contagem dos votos da primeira etapa. Mais de 17 mil observadores locais e estrangeiros estão acompanhando a eleição e cerca de 25 mil soldados e policiais ajudam na segurança. Fonte: Associated Press.