O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira (7) acreditar que o país vai se recuperar da atual desaceleração econômica. Segundo ele, o pacote de estímulo fiscal de US$ 152 bilhões, aprovado pelo Congresso em fevereiro, vai acrescentar de "1% a 1,5%" de crescimento à economia no segundo semestre de 2008. Bush exortou os parlamentares a dar tempo ao pacote de crescimento para que tenha efeito sobre a economia antes de contemplar outras medidas.

"Estamos em um momento difícil agora. Eu estou confiante de que iremos sair disso", disse o presidente. Depois da recente série de fracos indicadores econômicos, os democratas aumentaram os pedidos por medidas adicionais de estímulo. Bush, no entanto, disse que os incentivos do pacote de crescimento já estão incitando os empresários a fazer investimentos que, de outra forma, não existiriam. Os cheques com devolução de impostos, que são a outra parte do estímulo, vão começar a chegar às caixas de correios dos contribuintes em maio.

"Meu único conselho ao (Congresso) é… Tenham a certeza de que deram ao pacote pró crescimento uma chance para que funcione", afirmou Bush.

O presidente americano também reconheceu as preocupações sobre os altos preços de energia. "Entendo plenamente que não apenas as pessoas estão preocupadas sobre suas casas, elas estão preocupadas com relação aos custos do combustível. O combustível está prejudicando as pessoas."

Em Miami, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, voltou a afirmar que os fundamentos econômicos de longo prazo do país são "fortes". De acordo com ele, a economia vai superar as turbulências atuais nos mercados de crédito e imobiliário, para voltar a ter um crescimento robusto que beneficiará os cidadãos americanos e seus vizinhos nas Américas.

Paulson reconheceu, no entanto, que os preços dos imóveis nos EUA ainda precisam cair mais até que se estabilizem e voltem a subir. Segundo analistas, a crise no país só será estancada justamente quando os preços das moradias interromperem a trajetória de forte queda dos últimos meses.

Os comentários foram parte do texto preparado para a sessão inaugural do encontro anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).