Após fazer uma visita-surpresa ao Iraque em sua última passagem pelo país antes de deixar o poder, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou nesta segunda-feira (15), antes do amanhecer, à Base Aérea Bagram, no Afeganistão. Bush conversou com soldados e marines americanos localizados na base. “O Afeganistão é dramaticamente diferente do que era há oito anos”, afirmou. “Nós estamos tendo ganhos auspiciosos.”

Bush seguiu de helicóptero acompanhado do presidente afegão Hamid Karzai até o palácio presidencial em Cabul. “Eu e o povo afegão estamos muito honrados e orgulhosos do mais fundo de nossos corações de ter o presidente Bush conosco hoje”, disse Karzai a Bush, na aeronave.

Porém, Karzai enfatizou que a visita veio apenas após vários pedidos, e também disse que gostaria que o norte-americano tivesse mais tempo para que o povo afegão pudesse vê-lo pessoalmente. “Eu disse ao presidente: ‘Você pode contar com os Estados Unidos'”, disse Bush. “Como você pôde contar com essa administração, poderá contar com a próxima administração também.”

Foi a segunda vez que Bush visitou o Afeganistão durante sua presidência, a primeira em dois anos e meio. As tropas norte-americanas estão no Afeganistão desde 2001, pouco após os atentados de 11 de Setembro. Os EUA invadiram o país sob o argumento de derrubar o regime linha-dura do Taleban, que apoiou a rede terrorista Al-Qaeda.

Desde setembro, a administração Bush realiza uma revisão da estratégia para o país. As novas diretrizes sugerem a expansão do Exército afegão como a melhor alternativa para a saída dos soldados norte-americanos do país.

O presidente eleito Barack Obama qualificou a situação no Afeganistão como uma “crise urgente”. Ele disse que pretende atender os pedidos dos comandantes dos EUA no país de ampliação das tropas. Os comandantes pediram até mais 20 mil soldados para enfrentar a insurgência e pacificar o país.

Confrontos

Um funcionário afegão afirmou nesta segundaque uma operação conjunta dos afegãos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no sul matou mais de 40 militantes do Taleban. O porta-voz do governo da província de Helmand apontou que a operação nas regiões de Nad Ali e Murja começaram no fim da quinta-feira e ainda prosseguem.

Entre os mortos está Mulá Salim, o chefe do conselho de líderes do Taleban nessas regiões, afirmou o funcionário. Um porta-voz da Otan disse apenas que havia uma operação em andamento na área e não quis confirmar números de baixas. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.