A explosão de dois carros-bombas matou oito pessoas na parte controlada pela síria da Colinas de Golã, afirmaram ativistas nesta sexta-feira, enquanto o governo da Síria pediu que as pessoas que deixaram o país durante a guerra civil retornem ao país, incluindo oponentes do regime.

A persistente violência e o fraco plano de paz oferecido pelo presidente sírio Bashar Assad – reforçados agora por seu apelo para que os refugiados e opositores políticos retornem – sublinham a natureza intratável do conflito de 22 meses que já matou mais de 60 mil pessoas e deixou a comunidade internacional incapaz de encontrar uma maneira de acabar com o derramamento de sangue.

O Observatório Sírio para Direito Humanos, baseado em Londres, afirmou que dois carros com explosivos explodiram perto de um prédio da inteligência militar na cidade de Quneitra ontem, matando oito pessoas. A maioria dos mortos era membros do Exército da Síria, segundo a organização. O governo sírio não comentou os ataques.

Não houve nenhum pedido de responsabilidade pelas explosões. Os carros-bombas e os atentados suicidas, que têm como alvo as tropas sírias e as instituições governamentais, têm sido a marca de militantes islâmicos que lutam na Síria ao lado de rebeldes que tentam derrubar Assad.

Quneitra está na linha do cessar-fogo entre a Síria e Israel, que controla a maior parte das Colinas de Golã depois de capturar o território estratégico da Síria na guerra de 1967. As informações são da Associated Press.